Estante On line Seu livro em sua casa

Um Conto duas Cidades.

Publicado por José Carlos Pelais em 19/01/2016 às 4:02 am


Um conto duas cidades

Terno e violento. Essa adjetivação antagônica talvez dê conta do fulgor narrativo de Um conto de duas cidades. Repleto de aventura, romance e tragédia, o romance teve como inspiração a obra História da Revolução Francesa, publicada em 1837 pelo escritor, ensaísta e historiador escocês Thomas Carlyle (1795-1881). Longe de abandonar características dickensianas como o realismo e a forte tensão sentimental, incorpora contudo elementos que conferem a esta obra uma feliz singularidade dentro do legado do autor inglês.

Deixando um pouco de lado a comicidade que costuma permear seus personagens – ela está, sim, presente no texto, mas em proporção diminuta se comparada a outros trabalhos, Dickens embarca aqui em uma emocionante pintura da Revolução Francesa. A peculiaridade deste romance começa na condição indissociável da escrita de Charles Dickens: é obviamente com o olhar estrangeiro e não raro antagônico de um inglês que ele dá vazão à sua trama. No entanto, isso não o impede de ir ao fundo de questões fundamentais e de compor um quadro impressionante do que foi aquele período da história da França para os homens da época.

O autor evita o posicionamento político, centrando a narrativa nas observações de cunho social e no impacto individual que aquele processo impingiu a pessoas de todas as camadas. O aristocrata, o burguês, o camponês, o malandro, o vagabundo. Estão todos ali. De um lado, encontramos personagens como o ex-prisioneiro da Bastilha, doutor Manette; Charles Darnay, o aristocrata que rompe com a família e com sua classe social; o senhor Lorry, a personificação do inglês sistemático e virtuoso; a senhora Defarge, face cruel e impiedosa das jacqueries; o enigmático Sidney Carton, aquele que confere à trama o que ela tem de mais romanesco e sem dúvida um dos grandes personagens da literatura inglesa.

Todos eles de personalidades marcantes, na melhor tradição do romance folhetinesco. De outro lado, contrapõe-se a multidão: o povo miserável de Paris e de seus arrabaldes, ora animalizado na pobreza à qual os empurrou uma voraz aristocracia, ora plateia ensandecida do espetáculo dantesco de ‘La Guillotine’. Acusado por vezes de abusar de certas cores melodramáticas, de jogos de acasos e coincidências quase impossíveis, Dickens não se exime aqui de tais ‘delitos’: ao contrário, ali estão eles, preciosos, conduzindo o leitor entre Paris e Londres, entre a felicidade e o patíbulo, evitando que se sinta vertigem ou repugnância enquanto se passeia na circularidade tenaz de seu enredo.

Características
PESO 0.44 Kg
EDITORA Estação Liberdade
I.S.B.N. 9788574481807
ALTURA 21.00 cm
LARGURA 14.00 cm
PROFUNDIDADE 1.00 cm
IDIOMA Português
ACABAMENTO Brochura
CÓD. BARRAS 9788574481807
ANO DA EDIÇÃO 2010
AUTOR Dickens, Charles

Livros que não constam em nosso estoque, endereçamos para livrarias conveniadas.
Para adquirir, clique aqui.




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



ADQUIRA O LIVRO O FATOR QUÂNTICO CLICANDO DO QUADRO ABAIXO